O pessoal do The New York Times resolveu perguntar a um especialista — Dennis V. Kent, da Universidade de Columbia, nos EUA —, que usou como exemplo a descoberta de ferramentas feitas de rocha no Lago Turkana, no Quênia, que foram datados em 1,76 milhão de anos, para explicar quais são os métodos mais utilizados para determinar a idade desses tipos de artefatos.
Quantos anos?
Os objetos feitos de rocha encontrados em sítios arqueológicos muitas vezes não são datados diretamente, mas têm suas idades determinadas através da análise das camadas de sedimentos presentes nesses locais. Assim, fogueiras antigas — identificadas graças à presença de carvão — e pequenas conchinhas e caracóis (que são compostos por carbonato de cálcio) geralmente são encontrados em camadas mais “jovens”.
Camadas de sedimentos no local onde os artefatos foram encontradosFonte da imagem: Reprodução/Universidade de Columbia O primeiro método avalia a escala de mudanças nas propriedades magnéticas das rochas ao longo do tempo, enquanto que o segundo permite a análise das cinzas vulcânicas presentes nas camadas de sedimentos que foram depositadas durante uma erupção. O problema neste caso é que as erupções vulcânicas não são eventos que acontecem todos os dias, o que pode dificultar a determinação da idade dos sedimentos depositados entre as camadas.
Estimativas
Fonte da imagem: Reprodução/The New York Times Contudo, é muito comum que os sedimentos apresentem minerais que contenham ferro em sua composição, como é o caso da magnetita, por exemplo, que funcionam como espécies de bússolas. Esses elementos mantêm a sua orientação magnética preservada ao longo do tempo, e esse dado pode ser comparado com os registros existentes que revelam com precisão quando ocorreram as inversões da polaridade terrestre.
Desta forma, os artefatos de rocha descobertos no Lago Turkana estavam cobertos por sedimentos que datavam de uma inversão que ocorreu há 1,778 milhão de anos, e foi essa informação que permitiu estimar a idade dos objetos em 1,76 milhão de anos.
Fonte. http://megacurioso.com.br
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